Remonta a um primitivo templo, possívelmente destruído no contexto da invasão muçulmana da península Ibérica, do qual nos resta uma lápide tumular visigótica com uma inscrição epigráfica, atualmente na parede da sacristia, com 1,40 metros de comprimento por 0,41 metros de altura, que reza: “(H)IC REQVIESCIT REMISNVERA / IN KAL(ENDAS) MAIAS ERA DC QVINQVAGIS(IMA) / VI DIE SECVNDA FERIA IN PACE AMEN (Aqui descansa Remisnuera, desde o primeiro de Maio de 656 (= 618), dia de segunda-feira, em paz, Ámen). Esta é a primeira referência conhecida ao dia da semana denominado Segunda-feira.
O atual templo, sob a invocação de São Vicente, foi reconstruído em meados do século XVI.
Foi objeto de uma extensa intervenção de restauro em 1691.
Foi erigido em sede de paróquia em 1926, continuando pertença da Irmandade de S. Vicente.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1986.
A sua torre sineira, situada atrás da capela-mor (solução arquitectónica típica do barroco bracarense), era o edifício mais alto da cidade, tendo por isso, sofrido descargas elétricas de trovoadas. Por duas vezes a torre teve de ser reconstruida, a última vez em 1812.
Até meados dos anos 70 do século XX a torre era coroada por um majestoso catavento. Sabe-se que foi concebido e executado por um dos mais importantes ferreiros de então, João de Araújo Faúlhas, no ano de 1743, a quem foram pagos 54$600 réis pelo seu trabalho. No ano seguinte, para o embelezar, a confraria de S. Vicente pagou 14$000 réis ao batefolha Francisco Carvalho para o cobrir com folha de ouro. Em 7 de Março de 1813 a irmandade de São Vicente deliberou colocar uma caixa de chumbo com várias relíquias junto à grimpa da torre após a última reconstrução, para a proteger das trovoadas.
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